Sua revista escolar de filosofia.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

É o espanto!

PRIMEIROS ANOS. AULA 2 ADP (Aula Digital Programada) DE FILOSOFIA. 

Você já percebeu que a Filosofia é uma prática.

Quer dizer, ninguém é filósofo sem filosofar.

Filosofar, então, é quer saber.

É amar tanto o conhecimento que se quer saber a razão de cada coisa, das mais simples às mais complexas. É ultrapassar o óbvio e compreender além da aparência.

A origem do conhecimento está no espanto
diante da existência das coisas. 

O ser humano é o único em todo o universo, pelo que se sabe até hoje, capaz de se admirar, se espantar com a realidade e perguntar:

O QUE É? POR QUE É? 

Vamos às atividades?

Nelas você vai revisar alguns pontos e aprender mais sobre:

A atividade filosófica no dia a dia;
A necessidade de questionar; 
Se deixar admirar pelo novo;
Elementos da história da filosofia. 

CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VÍDEO

ACESSE AQUI E LEIA O TEXTO DO LIVRO

ATENÇÃO: ABRA O LIVRO DIGITAL NO COMPUTADOR! 
No celular ele pode não carregar. A versão digital é direto da editora.

Depois, responda:

1 - O que faz do taxista em filósofo? Explique cada uma das características indispensáveis a um filósofo. 
2 - Os mitos antigos explicam a origem do universo, do homem e de outras coisas. Por que eles não são filosóficos?
3 - Por que os mitos deram lugar à filosofia e o que os gregos antigos tiveram a ver com isso?
4 - Por que o espanto com a realidade é essencial à filosofia? 
5 - Você é uma pessoa mais imaginativa, emotiva e que gosta de fantasiar ou é mais prático, lógico, racional? O que vale mais: imaginação ou razão? Explique. 
6 - A partir do que foi exposto sobre a filosofia ser uma atividade de produção de CONCEITOS, diga como você entende o conceito do amor. ESSA RESPOSTA NECESSITA DA LEITURA DAS PÁGINAS 12, 13 E 14 DO LIVRO DIDÁTICO. "A FILOSOFIA NA HISTÓRIA" e mais uma reflexão própria. 

ATENÇÃO!

As tarefas serão avaliadas no retorno às aulas presenciais. Mas, você já pode ir enviando as respostas assim que for terminando.

ENVIE SUAS RESPOSTAS PARA O E-MAIL

humanasisabel@gmail.com

E aí, gostou?
Espero que sim!

Até a próxima, estudante e não esqueça: seja sempre curioso!

#FiqueEmCasa

domingo, 5 de maio de 2019

Amor platônico

Olá, amantes da filosofia!

Se vocês chegaram até aqui é porque já abriam o coração para a sabedoria.

E abriram também a razão, necessária para compreender o que se passa quando se ama.

Nossa reflexão sobre o que é o amor nos trouxe a mais uma reflexão conceitual: o amor platônico.


Platão (427 a.c - 347 a.c.) é um dos maiores filósofos da Grécia Antiga e seu pensamento participa da estrutura da cultura clássica ocidental com influência determinante até hoje.



Sobre o amor, Platão legou o que podemos chamar de um tratado e a partir dele a expressão "amor platônico" se popularizou.



Mas, mesmo que tenhamos conhecimento da expressão, sabemos o que significa?

Uma dica: Eros manifesta-se admirando o físico e se bem conduzido passa a admirar o espiritual.

Agora, vamos ao problema proposto em aula: ao saber da paixão dela por ele, Leanderson respondeu que sente por ela amor platônico e ela ficou insegura. O que ele sente por ela?

Leia o texto "Amor platônico?" (clique aqui nesse link) e responda no caderno a questão passada em aula.

Conteúdo e atividade serão avaliados.

Boa leitura!

quinta-feira, 7 de março de 2019

O ex-ministro da saúde e Platão: da pandemia à filosofia

ATIVIDADE 4 - AULA DIGITAL PROGRAMADA (ADP) PARA TERCEIROS ANOS. 

Luiz Henrique Mandetta - ministro da saúde
Na segunda-feira (06/04) o ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta anunciou ao país que permaneceria no cargo após rumores de que seria demitido no meio do combate à pandemia de Covid-19. 

Para rebater as críticas da presidência da república ao seu trabalho, Mandetta recorreu à filosofia e citou a alegoria da caverna, de Platão. 


Veja como a filosofia é fundamental nas horas críticas! 

Mas, por que o político recorreu a esse texto de Platão?

Como estamos vendo, Platão foi discípulo de Sócrates e sua filosofia aprimora o pensamento de seu mestre na busca pela verdade e pelo modo justo de viver, de fazer as coisas amparado na ciência e não no "achismo".

Vamos em frente, então.

André Comte-Sponville resume a filosofia dizendo que se trata de pensar a vida e viver o próprio pensamento. 

Mas, esse viver não é isolado, apartado do mundo, desconectado da humanidade com seus problemas e soluções, tristezas e alegrias.

A vida autêntica se dá no encontro com o outro, nos relacionamentos, na troca de conhecimento e de afetos.

Sócrates viveu assim sua filosofia: sempre no encontro, no convívio e no diálogo construtivo procurando saber o essencial para viver do jeito certo.

Sua jornada o levou à profundidade da alma humana para de lá extrair a verdade em forma de conceito, aquela ideia acabada e perfeita de algo significativo para o homem, para sua vida ser a realização do seu próprio pensamento esclarecido, "descontaminado" de incoerências e por isso livre de erros da opinião.

A filosofia é libertadora.

Para Sócrates, uma vida sem filosofar é uma vida indigna de se viver. 

Viver sem filosofar é viver sem viver por completo porque é viver na prisão da ignorância, principalmente se for voluntário, algo indigno ao homem, portador de uma inteligência que o pode conduzir aonde outros seres não podem ir: o mundo da verdade, o mundo do conhecimento verdadeiro.

Então, há dois mundos: o mundo da aparência conhecido pelos sentidos e o mundo da essência conhecido pela razão.  

Sócrates, que nada deixou escrito, fala pela boca de Platão.

No diálogo A República, Sócrates usa de uma alegoria, a que foi usada pelo ministro Mandetta, para ilustrar sua imagem do que é a atividade do filósofo.

Vamos à atividade?

Nela você vai conhecer:

- mais do estilo literário-filosófico de Platão;
- mais sobre a história da filosofia;
- um dos textos mais influentes do pensamento ocidental;
- o uso do mito pela filosofia;
- o sentido libertador da filosofia;
- o conflito entre opinião e conhecimento e sua relação com os valores morais. 

Leia o texto, reflita sobre ele e depois responda as questões propostas.

Para ler o texto, clique sobre esse link: ALEGORIA DA CAVERNA. 


Agora responda às questões abaixo.

1 - O que a caverna e as pessoas amarradas significam? Qual estágio ou tipo de conhecimento essa metáfora dos acorrentados representa?

2 - Quais as outras etapas do conhecimento figuradas na alegoria?

3 - O que o Sol representa? Por que ele ofusca a visão despreparada à luz?

4 - Os prisioneiros matariam quem quisesse libertá-los e essa é uma menção à morte de Sócrates. Por que isso aconteceria? 

5- Para você, qual foi a intenção do ministro da saúde ao usar a alegoria da caverna rebatendo as críticas contra seu trabalho contra a Covid-19? Justifique. 

6 - O que a alegoria da caverna ensina a respeito do conhecimento dos valores morais?


ENVIE SUAS RESPOSTAS PARA O E-MAIL

humanasisabel@gmail.com 

Saia da caverna mas, #FiqueEmCasa!

Questões: Adaptadas de ARANHA, Maria Lúcia e MARTINS, Maria Helena. Filosofando. Moderna. 
Imagens: Casa de Vidro, Pelerin

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Transvaloração dos valores: o além do homem

Ao encerrar nosso processo de análise das origens da moral estudando Nietzsche, vamos ver que o filósofo propõe a transvaloração dos valores, quer dizer, uma reinvenção do significado daquilo que até hoje foi a oposição entre “bem” e “mal”, uma vez que eles não são absolutos e sim relativos, podendo ser recriados pela humanidade. Essa transvaloração pretende restabelecer o equilíbrio de princípios constitutivos da realidade e do homem.

Dois princípios : Um deles representa a ordem, o saber, o intelecto, a razão e está ligado ao deus grego Apolo, por isso se chama “apolíneo”; o outro representa a desordem, a emotividade, a sensualidade, o corpo, irracionalidade e é expressado pelo deus grego Dionísio, sendo o poder “dionisíaco”. O equilíbrio está no balanço entre mente e corpo, os dois são o próprio homem, ser desse mundo físico regido pela dialética ordem-desordem.

A filosofia de Sócrates e Platão (séc. V a.c.), no entendimento de Nietzsche, rompeu o equilíbrio dessas forças afirmando que o homem deve privilegiar a razão (apolíneo), pois ela é sua própria alma, imortal e de outro mundo, o mundo intelectual. Isso tornou o ser humano mais “espiritual” do que ele realmente é, negando a vida material e natural (dionisíaco) em detrimento do intelecto como essência ou alma humana. O “bem” virou produto do raciocínio, atividade própria do intelecto/alma e depois o cristianismo reafirmou sua origem em Deus, “razão” transcendente criadora e absoluta. Assim, o “bem” e outros valores se tornaram absolutos por causa de sua fonte.  

Criaram-se duas morais: a moral dos fracos ou escravos, que afirma que o “bem” está na humildade, na piedade, na obediência, ela é absoluta e provém de Deus; a moral dos fortes ou senhores, histórica e humana, que diz que o “bem” está em viver os prazeres, o poder, a alegria, a criatividade, a vontade.

A moral dos fracos venceu essa disputa histórica, invertendo os valores. O “bom” é aquele que obedece e aquele que manda agora é o “mau”, e o desfrute do “bem” está depois deste mundo. Nietzsche denuncia essa inversão como uma farsa, como niilismo - o idealismo-espiritualismo é o nada, é ausência do ser - uma vingança dos ressentidos desse mundo, incapazes de mudar a realidade e que apelam a Deus, força dominadora em outro mundo transcendente, espiritual e improvável, como o senhor que recompensa o “bom”, o fraco e humilde e pune do “mau”, o forte, o orgulhoso, o poderoso, que só pode ser assim por não depender de ninguém a não ser de si mesmo e, por isso, é livre.  

Nietzsche propõe a restituição do equilíbrio dos valores por meio da transvaloração.
Seria criar uma nova moral fundada no sentido da moral do senhor, mas para todas as pessoas que a quisessem assumir. Ela seria o início da renovação do ser humano e a consolidação da sua autonomia por meio da libertação do jogo de oposição entre “bem” e “mal” como são conhecidos hoje, resultado da luta histórica entre fortes e fracos. Essa moral viria com algumas atitudes:

- um sim à vida: poder de afirmação corajosa da vida com alegria, com amor, existir realizando todas as potencialidades pessoais agora, sem esperar a felicidade em outro mundo ou outra vida além deste;

- criatividade: poder de criar valor onde ele não há, beleza onde ela não existe, inovar os costumes sempre para melhorar a vida e aumentar a liberdade, criar novos significados para tudo;

- liberdade: poder realizar-se sem a necessidade da permissão social ou de qualquer autoridade, ser livre para viver a própria vida, sua racionalidade e emotividade como se quer sem se submeter aos condicionamentos da cultura ou moralismos, questionar tudo e buscar sempre a sua própria verdade.


Deste processo surgiria um novo tipo humano, mais livre, mais altivo, com mais autoestima: Nietzsche o chamou de “além do homem” ou o “super-homem”, que vive o poder de sua vontade ou sua vontade de poder.

1 - Do que você se libertaria para se tornar mais “senhor” de sua própria vida?

2 - Isso daria mais alegria a você agora, nessa vida? Por quê?

3 – Que relação há entre o conceito de autonomia, já estudado, e a filosofia de Nietzsche? 

4 - Na primeira imagem de Nietzsche há uma citação do livro Aurora. Como você interpreta o texto que está no foto? 

imagens: Quora, internet  

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Desenvolvimento humano: fisiologia e ética - terceiros anos

Salve, pessoal! 

Teorias sobre a origem, a genealogia da moral, remontam aos primórdios da cultura. A mitologia como religião já propunha encontrar os traços da moralidade nas fontes divinas instituidoras do ordenamento cósmico e do bem como lei natural. Depois, filosofias desenvolveram suas concepções transitando entre a naturalidade e a historicidade dos valores morais. 

Todo esse conhecimento orienta as discussões éticas hoje e novas abordagens ao problema surgiram e surgem com a ciência incorporando elementos que enriquecem o conhecimento do homem sobre si mesmo e sobre o meio. 

Vamos aprofundar esse debate?

O texto abaixo sugere que a moralidade e a ética tenham sua assimilação associada à fisiologia humana. 

Noções de bem e mal, de certo e errado e suas práticas dependem do amadurecimento neurológico. 

Confira! 
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Senso moral, segundo Yves de La Taille, é a capacidade de conceber os deveres morais e ao mesmo tempo sentir que eles são obrigatórios. É uma atitude na qual os sentimentos e a vontade se unem à razão. Trata-se, portanto, de querer fazer o que deve ser feito.

O senso moral, via de regra, não é o mesmo na criança, no adolescente, no adulto ou na pessoa mais amadurecida. Lawrence Kohlberg (1927-1987) foi um cientista que se dedicou a pesquisar  essas diferenças, e seus estudos sobre os estágios do desenvolvimento do senso moral nos ajudam a compreendê-las.

O senso moral na pessoa adulta se estrutura em torno do respeito às leis que regulam as instituições sociais. O adulto entende que essas regras são convencionadas por um grupo, ou pelo conjunto da sociedade, com o objetivo de garantir a ordem social e os direitos e os deveres de todos os cidadãos. O correto, para um adulto, é cumprir as regras com as quais passou a concordar no momento em que assumiu seus papeis como estudante ou profissional, membro dos diversos grupos de que participa, e cidadão. A motivação de agir certo, para um adulto, provém do fato e ele fazer parte das instituições e de ele querer manter o bom funcionamento delas. Isso lhe traz autoestima e autorrespeito, bem como o respeito dos outros.

Já numa criança, o senso moral não segue as convenções sociais, que ela ainda nem distingue com nitidez, mas imita o comportamento dos adultos e busca as vantagens imediatas que ela pode desfrutar em cada situação. Até uns sete anos, mais ou menos, a criança segue as regras de casa e da escola e as obedece para evitar castigos e para receber os louvores e os prêmios esperados. Típico dessa idade é fazer as coisas "proibidas" quando a autoridade não está presente, pois então não haverá consequências materiais diretas.

Esse exemplo mostra o que Piaget afirmava sobre a heteronomia dessa idade. Para a criança as regras provêm de outras pessoas e é por respeito a essas pessoas que são obedecidas. Ao passo que para o adulto vigora a autonomia, quer dizer, as leis têm valor a partir da sua própria decisão consciente.

A criança pequena ainda não compreende a função geral das regras, e por isso nem pensa em fazer algo fora das regras ou, se um adulto não estiver perto, fora dos seus desejos e necessidades imediatas. Ela obedece porque teme o poder dos adultos e sabe que deve seguir o que eles ensinaram. A partir dos seis ou sete anos a criança amplia suas relações sociais e seu espaço de iniciativas. Além de continuar a seguir as normas, passa a considerar correto satisfazer o seus interesses, desde que não agrida os interesses dos outros. Cresce na criança um senso de trocas equitativas e também de reciprocidade: é bom ajudar aqueles que me ajudam, ou podem me ajudar. Esse é o estágio típico do "olho por olho, dente por dente". A criança vai atrás de vantagens práticas e materiais, mas também toma consciência da necessidade de equilibrar as vantagens com seus colegas.

Entre o universo moral da criança e do adulto situa-se o da adolescência, com suas típicas oscilações. O advento do raciocínio abstrato permite que o jovem comece a entender as razões gerais das regras e passe a considerar as expectativas da família, do grupo ou da sociedade como algo valioso por si mesmo, ainda que demande algum sacrifício pessoal. Os valores de autoetima e lealdade se tornam mais importantes. O jovem busca então manter e justificar sua posição nos grupos que frequenta, sentindo vontade de se identificar e solidarizar com as pessoas do grupo.

O adolescente continua a avaliar que o bom comportamento é aquele que recebe a aprovação dos outros, mas já amplia a duração, as formas e o significado dessa aprovação. Ele ainda forma imagens estereotipadas do que seja o comportamento da maioria, o comportamento "natural". É frequente ele responder, ao ser chamado à atenção: "mas os outros estão fazendo a mesma coisa". Isso ainda é heteronomia, é ir pelos outros. Mas o adolescente também começa a ser capaz de reconhecer a intenção dos agentes, sabendo aliar certas ações pelos princípios éticos e não apenas pelos resultados práticos. A "regra de ouro" - não devo fazer o que não quero que façam a mim - começa a fazer sentido, pois o adolescente é capaz de empatia e de juízo autônomo.

À medida que avança para a formação de um senso moral adulto, o adolescente compreende que é responsável por cumprir suas obrigações em cada grupo do qual faz parte, compreende que os demais integrantes desses grupos contam com sua ação, e sente sua autoestima crescer, pois se identifica como um membro livre e confiável que contribui para a boa convivência entre as pessoas.


ADAS, Sérgio. Propostas de trabalho e ensino de filosofia. p. 72.

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Muito bem! 

Agora volte ao AVA Sala de Aula que tem uma tarefa para você.

Até mais!! 

Imagem: Roberto Araújo Correia: o ser ético
Editado em 10/09/2021

sábado, 25 de março de 2017

Mais renda e menos trabalho

Na linha de pensamento que inclui nomes como Aristóteles - valorização do ócio- , Bertrand Russell e Domenico De Masi, o intelectual holandês Rutger Bregman propõe uma reforma no sistema capitalista que passa pela distribuição universal de renda e a diminuição da jornada de trabalho.

A ideia de transferir recursos à população teria como propósito minimizar as diferenças sociais como efeito primário e garantir com isto uma equalização possível da renda.

Seria possível?

Para Bregman o recurso atacaria um problema histórico do capitalismo: a pobreza e seus custos imensos para governos e sociedades.

Outro reflexo estaria na autonomia dos cidadãos para realizar tarefas profissionais de predileção uma vez que possuem o recurso material e tempo. Este último excede, como descreve De Masi, devido à tecnologia e as transformações provocadas por ela na era pós-industrial.



Ação que vai ao encontro do estado de bem-estar e do projeto socialista, porém liberal, que devolve ao trabalhador a prerrogativa de realização pessoal por meio da atividade profissional ou seja, pelo combate à alienação apontado por Marx, ideal às sociais democracias. 

O projeto prevê a valorização do mérito ao mesmo tempo em que resgata o papel social do liberalismo e afirma a confiança na maturidade dos indivíduos para a aplicação consciente dos recursos. 




A entrevista com Bregman sobre seu livro Utopia para realistas, que trata de temas polêmicos como renda, trabalho e imigração, está no El País. (clique aqui e leia).





imagens: Rising Up, Consciência Política

quarta-feira, 22 de março de 2017

Felicidade é filosofar!

ATIVIDADE EXTRA PARA AS TURMAS 71, 72, 81, 82, 91 e 92 DA EJA DO IEE BARÃO DE TRAMANDAÍ REFERENTE A ABRIL DE 2020. 



Olá, pessoal!

 Refletir sobre o sentido da vida é ou não uma tarefa de todos nós? 

E vocês podem me perguntar: mas, o que é exatamente refletir? 
Somos acostumados a fazer isso, mas pode ser que não tenhamos pensado exatamente no que seja a reflexão. 

Refletir não é conhecer nada novo. 

É pensar naquilo que já é conhecido. 
É pensar sobre aquilo que já pensamos. 

É olhar para dentro de nós mesmos e pensar sobre nossos pensamentos e assim tirar deles uma compreensão mais profunda que nos sirva como caminho para orientar a vida e assim dar sentido ao que fazemos e a quem somos. 

Isso é uma das maneiras de filosofar ou seja, de pensarmos nossa vida e viver o que pensamos. 

Agora, algumas perguntas: 

Pode ser a procura pela felicidade o sentido da vida que todos nós buscamos? 
E nós sabemos o que é a felicidade? 
Somos capazes de reconhecê-la e assim não confundi-la com prazeres que são agradáveis, mas às vezes deixam dores? 
Pode alguém ser feliz mesmo quando as coisas não estão muito bem? 



Pensar sobre aquilo que acreditamos ser a felicidade é a nossa tarefa agora.
Vamos refletir sobre aquilo que tanto queremos para ver o quanto disso nós sabemos. 

Essa tarefa vale para o mês de abril para todas as turmas da EJA, para aqueles alunos que estão retornando agora aos estudos. 

Nela você vai refletir sobre o que é a felicidade. 

TAREFA: 

Leia o texto que está na imagem e responda: 

"Ninguém impeça o jovem de filosofar nem impeça o velho de fazê-lo. Pois, ninguém nunca é imaturo nem muito maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não lhe chegou ou já passou, se assemelha a quem diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz." Epicuro

1 - Por que a felicidade está relacionada com a filosofia e qual a idade certa para ser feliz, segundo o texto?

2 - Quem foi Epicuro e o que dizia a sua filosofia? Faça uma breve síntese.


ENVIE SUA RESPOSTA ATÉ O DIA 09/07 PARA O E-MAIL 

profilocharles@gmail.com 

Boa reflexão para você! 

Foto e montagem: Filosofósforos

domingo, 20 de novembro de 2016

Tempo ou dinheiro?

Questão dourada da filosofia, ser feliz pode ser apontado como meta de vida, para todos.

Por isto, voltamos a falar da felicidade. 

Contudo, encontrar o significado para ela talvez seja uma das mais escorregadias tarefas.

"Todos aspiramos à felicidade, mas quanto a conhecer seu caminho, tateamos como nas trevas.” É o que nos sugere Sêneca. 

E neste tatear, podemos imaginar que a felicidade é possuir tudo o que se quer. No entanto, não se pode ter tudo. E se fosse possível ter, somente com a condição de não querer mais nada. Do contrário, continuar a desejar algo é querer possuir o que ainda não se tem e que trará a felicidade. É confessar-se infeliz. 

O tédio da conquista resultante da perda do interesse por já possuir o que se queria leva ao novo desejo e à perseguição à felicidade.

Como viver?

A filosofia aposta na sabedoria, no saber viver e isto implica conhecimento e posse da verdade.

Como diz Aristóteles, engana-se quem acredita que a felicidade seja diversão. Ela vem com atitudes virtuosas e isto para o homem é agir esforçadamente com a razão acima de tudo. Tem a ver com viver com consciência uma vida que se aprova, uma vida com sentido e alegria por ela ser como é quando aquilo que se faz, na maior parte do tempo, produz bem-estar autêntico, jamais prejuízos como os decorrentes dos vícios, desvios ou inconsequências. Se não fosse assim, venceria o cinismo.

Tem a ver com fazer o que se gosta com aprovação ética e gostar do que se está fazendo, desejando e possuindo numa relação de apreço ou amizade (filia) pela vida.

Amar o que se tem ou o que se é a cada instante, sem nada esperar além do que há e que pode não vir a ser, pois o que há é o presente que satisfaz, o real que completa, a verdade que confirma a verdade daquilo que se vive. 

 


Uma reportagem do jornal El País (clique no link para ler) se propõe a analisar a felicidade sob a seguinte questão: mais dinheiro ou mais tempo faz feliz?

E o que mais?


Uma leitura fácil e agradável para entender o percurso filosófico sobre a felicidade é o livro de André Comte-Sponville, A felicidade, desesperadamente. 




Quer ser feliz?
Desesperadamente?

imagens: Filosofósforos, Google 

sábado, 15 de outubro de 2016

Consciência, responsabilidade e respeito: lições práticas para a vida. (TRABALHO DE ENSINO RELIGIOSO APENAS PARA TERCEIROS ANOS)



Nossa jornada pelo Ensino Religioso nos permitiu uma visão teórica ampla a respeito do fenômeno da religião. 

Percebemos suas características sociológicas, antropológicas, históricas, étnicas, psicológicas, médicas, legais e filosóficas.

Isto nos fez ver as religiões de cima, fora de qualquer discussão sobre particularidades doutrinárias, para encontrar um núcleo comum na espiritualidade: a relação homem/sagrado.

Ao completar nosso percurso, cada um poderá olhar para a sua própria religião e para as outras com mais conhecimento e com a possibilidade de encontrar razões mais fortes para a própria fé ou mesmo para o seu ceticismo, porém, com respeito a todas as crenças.  Esta é uma postura ética que demonstra educação e compreensão de um princípio maior que deve unir todas as pessoas: o amor com igualdade.

Vejamos uma passagem de Immanuel Kant:


“Dever e obrigação são as denominações exclusivas que devemos dar à nossa relação com a moral.” (Crítica da Razão Prática)

O filósofo alemão nos diz que o único dever que temos é respeitar a lei moral.

A lei moral é a fazer somente aquilo que poderia se transformar em um mandamento para todas as pessoas em todos os tempos.

E quem nos diz qual é a lei moral?

Nossa própria razão.
 

Ela nos diz que o ideal maior de bondade é fazer o bem por fazer, sem interesse. Fazer o bem por amar o bem e nada mais.


É pensar qual o melhor meio de realizar no mundo os ideais de bondade que gostaríamos tanto de viver em toda a sua pureza.




As religiões nos ajudam a entender o bem e nos orientam no que fazer, cada uma a seu modo.  Para entendê-las, às vezes é preciso refletir e encontrar lógica nas práticas e mandamentos.

“Todas as doutrinas bíblicas e religiosas que conflitem com a razão devem ser interpretadas alegoricamente, como maneiras de expressar noções morais que ganham vivacidade, e não validade em sua formulação religiosa.” (Roger Scruton, Kant)

Em outras palavras: ou aceitamos tudo o que as religiões dizem sem refletir, ou buscamos compreender a profunda sabedoria das religiões pensado melhor naquilo que elas afirmam.

É a diferença entre a postura fanática e a fé crítica.

Pensar com critérios expande a consciência e reforça a responsabilidade, onde cada um cuida melhor de si mesmo e dos outros com solidariedade.

TRABALHO

Após ter lido a introdução de apoio, reflita e escreva um texto pessoal onde você vai responder as seguintes questões:

- o que você acha dos atritos motivados por diferenças religiosas? 


- existe algo acima das diferenças religiosas que deve ser colocado em primeiro lugar? Isto poderia ser ensinado? De que maneira?


- as aulas de Ensino Religioso contribuíram para você aprofundar sua opinião a respeito da cultura religiosa e seus valores básicos? Em que sentido?

SEU TEXTO DEVE SER POSTADO AQUI NO BLOG COMO COMENTÁRIO A ESTA POSTAGEM (ABAIXO DO TEXTO, NA CAIXA DE TEXTO “COMENTÁRIOS”) ATÉ  17/11.

INSTRUÇÕES PARA PUBLICAÇÃO:

- VISUALIZE A BARRA COM FUNDO BRANCO AO FINAL DA POSTAGEM;

- NELA ESTÁ ESCRITO: “POSTADO POR CHARLES DALBERTO ÀS xx:xx (HORA)” (2, 3, 4, ETC.) COMENTÁRIO(S):” (COR LARANJA ESCURO)

- CLIQUE EM CIMA DA PALAVRA “COMENTÁRIO”

- VAI ABRIR UMA CAIXA DE TEXTO;

- COLOQUE SEU COMENTÁRIO NELA COM NOME COMPLETO E TURMA;

- CLIQUE EM “PUBLICAR” (BOTÃO AZUL);

- PRONTO, SUA POSTAGEM SERÁ ANALISADA E VALIDADA.

Bom trabalho!

Imagems: pinterest, frases do bem, habeas mentem

domingo, 9 de outubro de 2016

Morte depois da vida ou vida depois da morte? TRABALHO DE ENSINO RELIGIOSO APENAS PARA PRIMEIROS ANOS

"Aqueles, enfim, cuja vida foi reconhecida como de grande piedade, são libertados, como de cárceres, destas regiões inferiores da terra, e levados para regiões puras, indo morar na superfície da verdadeira terra!" Sócrates (Fédon, Platão) 

Assim Sócrates, o grande filósofo de Atenas, condenado à morte por perguntar demais em 399 a.c., pouco antes da execução, tentava consolar Símias e seus outros discípulos mostrando que não se deveria temer a morte. Afinal, quem filosofa procura a verdade e o bem, vive de maneira justa e não deve ter medo de nenhum julgamento. 

Depois da morte, vida.
Liberdade.
Uma realidade ainda melhor.

"Bela é a recompensa e grande a esperança!" (idem)

O Ser, jamais o nada.

Existir sempre, consciente e íntegro após sair da vida na Terra.

Segundo Sócrates e Platão e toda uma tradição da filosofia e das religiões, a existência humana marcada pelo bem tem como destino a continuidade feliz no mundo da almas.

Em diferentes culturas, a questão é parte de reflexões, recordações e celebrações distintas.

Na tradição mexicana, e de alguns outros povos americanos, a morte é razão para festejos.

Faça uma pesquisa e conheça melhor a relação dos mexicanos com a morte e como sua cultura influencia outras sociedades, como a brasileira.

Responda as perguntas no seu caderno consultando os links sugeridos abaixo;
Mostre nas aulas de Ensino Religioso na semana entre 24/10 e 27/10 para receber a avaliação.

ROTEIRO DO TRABALHO

- Como os mexicanos comemoram o día de los muertos? 
- Qual a origem histórica da comemoração mexicana?
- Por que eles consideram o dia dos mortos uma ocasiões festiva? 
- Quais os principais símbolos da festa aos mortos (objetos, alimentos, etc.)? 
- Día de los muertos e halloween são a mesma coisa? 
- Quando começou a tradição cristã de rezar pelos mortos em 02 de novembro?  


(Responda conforme sua experiência e opinião pessoais)
- Para você o dia dos mortos pode ser ocasião de comemoração ou isso seria falta de respeito pelos finados? 
- É melhor ser lembrado com tristeza ou com alegria? 
- Como você costuma lembrar dos entes queridos falecidos? 
- Fazer o bem ou o mal em vida faz diferença no destino da alma após a morte? 

LINKS SUGERIDOS (clique em cima do link e vá direto para o site)

Discovery: 9 curiosidades sobre o Dia dos Mortos

InfoEscola: Dia dos Mortos

Jornal Minas: Festa dos mortos (vídeo) 

Brasil Escola: 02 de novembro - Dia de Finados

Imagens: thinkstock; divulgação