Sua revista escolar de filosofia.
sábado, 18 de julho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Citações e referências do trabalho científico
Ai, que loucura!Como disse um dia a "pensadora" Narcisa Tamborindeguy, estudante.
Loucura fazer uma pesquisa científica e produzir um trabalho de conclusão de curso, o tal TCC.
É de fritar os neurônios elaborar o tema, delimitá-lo, criar a hipótese, a pergunta-problema, justificar, apresentar a metodologia, os instrumentos de coleta de dados... Cansei só de listar...
E ainda faltam coisas.
Entre elas, saber criar citações e referências, que precisam ser postas já no projeto de TCC quando se justifica, se dá os motivos de se querer investigar cientificamente determinado tema.
Vamos primeiro às citações.
Elas são essenciais à pesquisa.
Trazem credibilidade ao trabalho científico. Demonstram a seriedade da investigação, colaboram com as análises do pesquisador, confirmam ou contrariam pontos de vista epistemológicos, organizam as ideias e lógica do texto, trazem informações relevantes e fundamentais para o trabalho enriquecendo-o.
Por isto, devem estar nos elementos textuais do projeto e do TCC.
As citações podem ser curtas ou longas.
Curtas diretas; são aquelas que ocupam até três linhas do parágrafo e estão entre aspas porque são uma cópia do original. Exemplo: Conforme Santos (2013, p.24), "a internet é hoje uma fonte fundamental de informação."
Ou
A conclusão é de que "a internet é hoje uma fonte fundamental de informação." (SANTOS, 2013, p. 24).
Curtas indiretas: São aquelas em que o texto do pesquisador é escrito com suas próprias palavras, mas a ideia é igual a do autor original. Exemplo: Porque a internet é considerada uma forma essencial de obter informações. (SANTOS, 2013).

Citações longas: são aquelas que possuem mais de três linhas e assim vão em parágrafo próprio com formatação exclusiva.
Recuo de 4 cm
Fonte corpo 10
Espacejamento simples
Autor, ano e página no fim da citação entre parênteses: (SANTOS, 2013, p.24)
Olha a foto ao lado pra ver como é.
Para saber mais, clique aqui.
Vamos às referências?!
São as apresentações da obras citadas, espécie de "endereço completo" das informações da pesquisa.
Referência é conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite a sua identificação individual. (NBR 6023, 2002, p. 2).
São várias as referências e elas são aplicadas a cada tipo de documento consultado.
Vamos ver algumas mais comuns, presumindo a rotina do público de Seminário Integrado.
(As exemplificações foram retiradas de documentos universitários disponíveis nos links, não citados para não poluir os exemplos)
De livros físicos:
Autor. Título da obra, edição, quando houver, cidade, editora, ano da publicação.
Ex: DINA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987.
De artigos de jornais:
Autor do artigo. Título do artigo, subtítulo, quando tiver; título do jornal; local de publicação; data com dia, mês e ano; nome do caderno ou suplemento, quando houver; página ou páginas do artigo referenciado.
Ex: OLIVEIRA, W. P. de. Judô: Educação física e moral. O Estado de Minas, Belo Horizonte, 17 mar. 1981. Caderno de esporte, p. 7.
Artigos de periódicos da internet:
Autor. Título do artigo. Título da publicação seriada, local, volume, número, mês ano. Paginação ou indicação de tamanho. Disponível em:<aqui vai o endereço eletrônico>
Loucura, estudante!!
imagens: youtube, uol
fontes: ufsc, furb
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Noções do texto 2 - Função referencial da linguagem
Uma das dificuldades de quem está iniciando no texto cientifico é trabalhar a linguagem apropriada.
Isto ocorre, geralmente, por falta de hábito em exercitar a função referencial ou denotativa da linguagem de maneira exclusiva. Significa que, mesmo que se produza textos com esta de função, ela não tem predominado.
Então, tem que treinar!
Mas, antes da dificuldade e de querer quebrar tudo, o negócio é dar uma olhada atenta nas características da linguagem referencial para lembrar aquilo que foi estudado em Língua Portuguesa.
Depois é só partir para a redação do projeto e da pesquisa do Seminário Integrado.
Faz assim: clica aqui, ó e acessa um site sobre o assunto.
Belê?!
imagem: qualeolink
Isto ocorre, geralmente, por falta de hábito em exercitar a função referencial ou denotativa da linguagem de maneira exclusiva. Significa que, mesmo que se produza textos com esta de função, ela não tem predominado.
Então, tem que treinar!Mas, antes da dificuldade e de querer quebrar tudo, o negócio é dar uma olhada atenta nas características da linguagem referencial para lembrar aquilo que foi estudado em Língua Portuguesa.
Depois é só partir para a redação do projeto e da pesquisa do Seminário Integrado.
Faz assim: clica aqui, ó e acessa um site sobre o assunto.
Belê?!
imagem: qualeolink
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Noções do texto científico: Seminário Integrado
Turmas 204, 205 e 304!
Preparados para trabalhar?!

Claro, né!
Cada um está indo ao encontro de um tema que gosta e vai sentir grande alegria em ter novos conhecimentos.
Acorda, ae!
Vamos sistematizar mais nosso processo para ficar legal!
Agora, um pouco de redação científica.
Ela exige domínio da informação.
Significa que ela está amparada em dados levantados pelo pesquisador, sejam eles mensuráveis em quantidade ou sejam conhecimentos adquiridos na investigação por meio de obras consultadas. É o que se chama de elementos quantitativos e qualitativos.
Deste modo, o texto científico não contém opiniões do pesquisador, preconceitos, senso comum.
Mas, contém afirmações concluídas a partir da pesquisa. Estas afirmações pretendem ter validade científica e devem ser justificadas pelas referências citadas na pesquisa.
O que isto quer dizer?
Que o pesquisador investiga autores que trabalharam o mesmo assunto e vê o que foi dito. Este conhecimento garante que o conteúdo da pesquisa não foi tirado somente da cabeça do estudante que faz a pesquisa. E as partes de livros ou outras fontes citadas no trabalho devem trazer as referências, que são o nome do autor, ano da obra e página. Ao longo do estudo vamos ver como se faz isto.
O texto do trabalho científico deve ser:
- coerente: ter uma sequência de ideias conforme o que foi proposto já no resumo do trabalho, lá no início dele e que serve de apresentação ao leitor;
- objetivo: ir direto ao ponto ao afirmar, sem frases longas ou artifícios de linguagem que escondam a precisão do que se está dizendo e apoiar tudo o que se escreve em dados e provas colhidos na pesquisa;
- conciso: dizem o máximo com o menor número de palavras, essa é a regra e ela tem relação com a objetividade;
- claro: usar palavras simples e criar frases com sentido completo. Faça este teste: leia seu texto em voz alta e, se tiver alguma dúvida e quiser ler de novo, é porque não está claro. Reescreva aquele ponto.
- preciso: procura palavras que tenham o sentido mais exato com o que se quer dizer e evitar expressões que generalizam, como por exemplo, a expressão grande parte. Se você tem a informação da quantidade, diga quanto é: "de 100 pessoas entrevistadas, 83 disseram que não." Ou "83% recusou o teste."
- imparcial: manter as conclusões amparadas nos dados levantados pela pesquisa. Mesmo que elas contrariem a vontade do pesquisador. Não se deve assumir um lado, mas apontar a verdade dos fatos e dados pesquisados. O pesquisador assume uma posição de neutralidade científica. O resultado é que fala por si mesmo e quem lê a pesquisa tira suas próprias conclusões.
- impessoal: texto jamais em primeira pessoa, como "meu trabalho é, minha conclusão, apontamos que, etc." O correto é "este trabalho, a conclusão apontada, entende-se que."
Vamos ver um pouco de formatação?
A apresentação gráfica segundo as normas da ABNT tem algumas variações.
O modelo que vamos propor é da NBR 6022(2003), adaptado em 2007 e NBR 6024(2012).
Papel: folha A4
Margens: esquerda, direita, superior e inferior de 2cm
Espaçamento entrelinhas: 1,5 no corpo do trabalho e simples nas citações longas, referências, legendas e ilustrações de tabelas;
Numeração de páginas: no canto superior direito da folha, a partir da segunda folha;
Fonte: Times New Roman, tamanho 12 para o texto e 10 para as citações longas.
Todo o trabalho deve estar justificado em suas margens.
O cabeçalho é centralizado
As citações longas têm recuo 4 à esquerda e 0 à direita, espaço simples;
Parágrafos: primeira linha com recuo 1,5.
Títulos de seções numerados e sem recuo.
Deixar uma linha em branco entre cada parágrafo e entre os parágrafos e as citações longas.
Mais para frente nós vamos ver a metodologia da pesquisa, os instrumentos de coleta de dados e como usar as citações e fazer a referências.
Por enquanto, para o pré-projeto o necessário é:
o título, o tema, a delimitação do tema, a pergunta-problema, os objetivos geral e específicos
Cabeçalho do TCC:

Certo?!
Olha um exemplo de como vai ficar tua produção científica...
#tacalepau
imagen: adiberj, internet divulgação
Preparados para trabalhar?!

Claro, né!
Cada um está indo ao encontro de um tema que gosta e vai sentir grande alegria em ter novos conhecimentos.
Acorda, ae!
Vamos sistematizar mais nosso processo para ficar legal!
Agora, um pouco de redação científica.
Ela exige domínio da informação.
Significa que ela está amparada em dados levantados pelo pesquisador, sejam eles mensuráveis em quantidade ou sejam conhecimentos adquiridos na investigação por meio de obras consultadas. É o que se chama de elementos quantitativos e qualitativos.
Deste modo, o texto científico não contém opiniões do pesquisador, preconceitos, senso comum.
Mas, contém afirmações concluídas a partir da pesquisa. Estas afirmações pretendem ter validade científica e devem ser justificadas pelas referências citadas na pesquisa.
O que isto quer dizer?
Que o pesquisador investiga autores que trabalharam o mesmo assunto e vê o que foi dito. Este conhecimento garante que o conteúdo da pesquisa não foi tirado somente da cabeça do estudante que faz a pesquisa. E as partes de livros ou outras fontes citadas no trabalho devem trazer as referências, que são o nome do autor, ano da obra e página. Ao longo do estudo vamos ver como se faz isto.
O texto do trabalho científico deve ser:
- coerente: ter uma sequência de ideias conforme o que foi proposto já no resumo do trabalho, lá no início dele e que serve de apresentação ao leitor;
- objetivo: ir direto ao ponto ao afirmar, sem frases longas ou artifícios de linguagem que escondam a precisão do que se está dizendo e apoiar tudo o que se escreve em dados e provas colhidos na pesquisa;
- conciso: dizem o máximo com o menor número de palavras, essa é a regra e ela tem relação com a objetividade;
- claro: usar palavras simples e criar frases com sentido completo. Faça este teste: leia seu texto em voz alta e, se tiver alguma dúvida e quiser ler de novo, é porque não está claro. Reescreva aquele ponto.
- preciso: procura palavras que tenham o sentido mais exato com o que se quer dizer e evitar expressões que generalizam, como por exemplo, a expressão grande parte. Se você tem a informação da quantidade, diga quanto é: "de 100 pessoas entrevistadas, 83 disseram que não." Ou "83% recusou o teste."
- imparcial: manter as conclusões amparadas nos dados levantados pela pesquisa. Mesmo que elas contrariem a vontade do pesquisador. Não se deve assumir um lado, mas apontar a verdade dos fatos e dados pesquisados. O pesquisador assume uma posição de neutralidade científica. O resultado é que fala por si mesmo e quem lê a pesquisa tira suas próprias conclusões.
- impessoal: texto jamais em primeira pessoa, como "meu trabalho é, minha conclusão, apontamos que, etc." O correto é "este trabalho, a conclusão apontada, entende-se que."
Vamos ver um pouco de formatação?
A apresentação gráfica segundo as normas da ABNT tem algumas variações.
O modelo que vamos propor é da NBR 6022(2003), adaptado em 2007 e NBR 6024(2012).
Papel: folha A4
Margens: esquerda, direita, superior e inferior de 2cm
Espaçamento entrelinhas: 1,5 no corpo do trabalho e simples nas citações longas, referências, legendas e ilustrações de tabelas;
Numeração de páginas: no canto superior direito da folha, a partir da segunda folha;
Fonte: Times New Roman, tamanho 12 para o texto e 10 para as citações longas.
Todo o trabalho deve estar justificado em suas margens.
O cabeçalho é centralizado
As citações longas têm recuo 4 à esquerda e 0 à direita, espaço simples;
Parágrafos: primeira linha com recuo 1,5.
Títulos de seções numerados e sem recuo.
Deixar uma linha em branco entre cada parágrafo e entre os parágrafos e as citações longas.
Mais para frente nós vamos ver a metodologia da pesquisa, os instrumentos de coleta de dados e como usar as citações e fazer a referências.
Por enquanto, para o pré-projeto o necessário é:
o título, o tema, a delimitação do tema, a pergunta-problema, os objetivos geral e específicos
Cabeçalho do TCC:
COLOCAR AQUI O TÍTULO DA PESQUISA, EXEMPLO: O EFEITO DA RADIAÇÃO DE CELULAR NA SAÚDE HUMANA (fonte tamanho 18 ou 20 em negrito)
Nome do aluno (fonte corpo 12)
Professor Orientador: xxxxxx
Nome da escola
Nome da disciplina (número da turma) – nível (Ensino Médio)
xx/xx/201x

Certo?!
Olha um exemplo de como vai ficar tua produção científica...
#tacalepau
imagen: adiberj, internet divulgação
Como iniciar a pesquisa: pré-projeto
Essa é para o pessoal do Seminário Integrado que ainda está com dificuldade em elaborar o pré-projeto da pesquisa.
Vamos lá?
Então, atenção turmas 204, 205 e 304!
Atire a primeira pedra somente quem nunca tiver dito esta frase:
"Professor, eu sei o que eu quero fazer, mas não sei bem como começar!"

Não é pecado nenhum não saber exatamente como engrenar na pesquisa científica.
Por isto é importante, antes de mais nada, escolher um tema.
Ele deve ser agradável para o pesquisador para ele não se desinteressar ao longo do trabalho.
Depois, tem que ter também relevância científica. Tem que contribuir para fazer o conhecimento avançar na área escolhida.
Tendo o tema, o passo seguinte é dar um limite para ele e então se perguntar:
- qual minha dúvida sobre isto?
- o que eu quero exatamente saber sobre este assunto?
Com isto se formula a pergunta problema, uma questão que o pesquisador vai responder com seu trabalho.
Repetir estas informações é reforçar a orientação neste ponto de elaboração do projeto.
Serve para que a gente consiga superar a fase da frase lá do começo do post!
Quem chega até a pergunta-problema, começa a estabelecer seus objetivos e parte para a ação.
Por exemplo, se eu quero pesquisar o efeito da radiação de telefonia celular na saúde humana, eu vou me perguntar: a radiodifusão da telefonia móvel pode provocar danos à saúde humana?
Então, objetivos:
Geral: Compreender os efeitos da radiação de telefonia sobre o organismo humano.
Específicos: Entender qual o grau de exposição à radiação de telefonia celular pode ser considerado de risco; avaliar o nível de exposição humana à radiação de celular na minha cidade; apontar prováveis consequências da exposição à radiação de telefonia para a saúde humana.
Combinado?
Pense no que você quer e tente seguir o roteiro.
No post abaixo estão mais detalhes sobre o assunto.
Explore o blog e vá em frente!
imagens: bubblegumers, tenhoumaduvida
Vamos lá?
Então, atenção turmas 204, 205 e 304!
Atire a primeira pedra somente quem nunca tiver dito esta frase:
"Professor, eu sei o que eu quero fazer, mas não sei bem como começar!"

Não é pecado nenhum não saber exatamente como engrenar na pesquisa científica.
Por isto é importante, antes de mais nada, escolher um tema.
Ele deve ser agradável para o pesquisador para ele não se desinteressar ao longo do trabalho.
Depois, tem que ter também relevância científica. Tem que contribuir para fazer o conhecimento avançar na área escolhida.Tendo o tema, o passo seguinte é dar um limite para ele e então se perguntar:
- qual minha dúvida sobre isto?
- o que eu quero exatamente saber sobre este assunto?
Com isto se formula a pergunta problema, uma questão que o pesquisador vai responder com seu trabalho.
Repetir estas informações é reforçar a orientação neste ponto de elaboração do projeto.
Serve para que a gente consiga superar a fase da frase lá do começo do post!
Quem chega até a pergunta-problema, começa a estabelecer seus objetivos e parte para a ação.
Por exemplo, se eu quero pesquisar o efeito da radiação de telefonia celular na saúde humana, eu vou me perguntar: a radiodifusão da telefonia móvel pode provocar danos à saúde humana?
Então, objetivos:
Geral: Compreender os efeitos da radiação de telefonia sobre o organismo humano.
Específicos: Entender qual o grau de exposição à radiação de telefonia celular pode ser considerado de risco; avaliar o nível de exposição humana à radiação de celular na minha cidade; apontar prováveis consequências da exposição à radiação de telefonia para a saúde humana.
Combinado?
Pense no que você quer e tente seguir o roteiro.
No post abaixo estão mais detalhes sobre o assunto.
Explore o blog e vá em frente!
imagens: bubblegumers, tenhoumaduvida
terça-feira, 26 de maio de 2015
Projeto de trabalho científico: seminário integrado
Olá, turmas de Seminário Integrado!
Sabe aquela parte da produção do projeto?
Então, é elemento do trabalho que precisamos realizar. Envolve nossa pesquisa e orienta nossa investigação para que o foco seja delimitado, seja bastante especificado e evite que nos percamos na procura por informações.
O projeto, que também podemos chamar de plano de trabalho, é o roteiro que pretendemos estabelecer.
Vamos organizar os passos necessários:
- TEMA
É o assunto que vamos tratar de modo geral. Exemplo: transporte público. Este é o tema.
- DELIMITAÇÃO DO TEMA
Significa que o assunto geral tem um ponto específico que nos interessa e vamos dizer qual é. Exemplo: o preço da passagem do transporte público na minha cidade nos últimos dois anos.
Neste momento, vamos propor para nós mesmos uma pergunta-problema que será a questão que vamos responder.
Exemplo: qual o impacto na renda do usuário de ônibus da minha cidade do aumento da passagem nos últimos dois anos?
- OBJETIVO GERAL
Este é o objetivo maior do trabalho, a conclusão esperada. Exemplo: esclarecer os motivos do aumento na passagem do trasporte público nos últimos dois anos e entender as consequências para a renda do usuário de ônibus.
- OBJETIVOS ESPECÍFICOS
São os objetivos que vão levar à conclusão do trabalho. Exemplo:
Identificar os aumentos do combustível (óleo diesel) nos últimos dois anos;
Compreender como o preço do combustível entra no cálculo do valor da passagem urbana;
Relacionar os aumentos na passagem ocorridos durante o período pesquisado e seus possíveis impactos na renda dos usuários de ônibus.
- METODOLOGIA DA PESQUISA
Vamos especificar que tipo de investigação será feita, qual será a técnica da pesquisa. Exemplo: a pesquisa será de natureza básica, pois será uma descrição do objeto investigado para tentar entendê-lo.
- INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
É a forma de apropriação das informações necessárias para a pesquisa. Exemplo: pesquisa de campo, entrevista, investigação bibliográfica em livros e outras publicações impressas e digitais.

Bem, lendo isto, como ficaria?
Agora pode dar uma certa aflição, né!?
Relaxa... Vai dar certo!
Abaixo você pode ler um plano de trabalho para ter uma ideia mais clara daquilo que você precisa fazer. Questões como linguagem científica nós vamos ver adiante, certo?!
Sabe aquela parte da produção do projeto?
Então, é elemento do trabalho que precisamos realizar. Envolve nossa pesquisa e orienta nossa investigação para que o foco seja delimitado, seja bastante especificado e evite que nos percamos na procura por informações.
O projeto, que também podemos chamar de plano de trabalho, é o roteiro que pretendemos estabelecer.
Vamos organizar os passos necessários:
- TEMA
É o assunto que vamos tratar de modo geral. Exemplo: transporte público. Este é o tema.
- DELIMITAÇÃO DO TEMA
Significa que o assunto geral tem um ponto específico que nos interessa e vamos dizer qual é. Exemplo: o preço da passagem do transporte público na minha cidade nos últimos dois anos.
Neste momento, vamos propor para nós mesmos uma pergunta-problema que será a questão que vamos responder.
Exemplo: qual o impacto na renda do usuário de ônibus da minha cidade do aumento da passagem nos últimos dois anos?
- OBJETIVO GERAL
Este é o objetivo maior do trabalho, a conclusão esperada. Exemplo: esclarecer os motivos do aumento na passagem do trasporte público nos últimos dois anos e entender as consequências para a renda do usuário de ônibus.
- OBJETIVOS ESPECÍFICOS
São os objetivos que vão levar à conclusão do trabalho. Exemplo:
Identificar os aumentos do combustível (óleo diesel) nos últimos dois anos;
Compreender como o preço do combustível entra no cálculo do valor da passagem urbana;
Relacionar os aumentos na passagem ocorridos durante o período pesquisado e seus possíveis impactos na renda dos usuários de ônibus.
- METODOLOGIA DA PESQUISA
Vamos especificar que tipo de investigação será feita, qual será a técnica da pesquisa. Exemplo: a pesquisa será de natureza básica, pois será uma descrição do objeto investigado para tentar entendê-lo.
- INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
É a forma de apropriação das informações necessárias para a pesquisa. Exemplo: pesquisa de campo, entrevista, investigação bibliográfica em livros e outras publicações impressas e digitais.

Bem, lendo isto, como ficaria?
Agora pode dar uma certa aflição, né!?
Relaxa... Vai dar certo!
Abaixo você pode ler um plano de trabalho para ter uma ideia mais clara daquilo que você precisa fazer. Questões como linguagem científica nós vamos ver adiante, certo?!
PROJETO
DE PESQUISA
TEMA:
Ensino de Filosofia
DELIMITAÇÃO DO TEMA: Contribuição da disciplina de
Filosofia para a formação da consciência política no contexto da Educação Superior
brasileira.
PERGUNTA
(PROBLEMA) DA PESQUISA: A orientação central do MEC para
o ensino de Filosofia na Educação Básica é formar os estudantes para o
exercício pleno da cidadania no contexto democrático. Neste sentido, a partir
desta fase do ensino, a disciplina possui responsabilidade com o despertar da
consciência política dos estudantes, o que vai provocar efeitos nas próximas
etapas da vida social, como o trabalho e a universidade. Esta tarefa pedagógica
depende, em parte significativa, da ação docente. Portanto, o que o professor
de Filosofia ensina quando se propõe a contribuir com a emancipação crítica dos
alunos tornando-os pessoas conscientes e participantes da cidadania no âmbito
da democracia?
OBJETIVO
GERAL: Analisar as diretrizes e os objetivos para o ensino
de Filosofia e compreender a participação docente no processo de aprendizagem.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Identificar as
dimensões de atuação do professor de Filosofia entre o ensino do conteúdo
disciplinar e a produção de conhecimento enquanto filósofo;
- Estabelecer a relação
entre a prática docente em Filosofia e a realização da expectativa de
construção da cidadania democrática como identidade política por meio da
disciplina;
- Propor a tendência
pedagógica que pareça adequada para nortear o ensino de Filosofia no contexto
educacional brasileiro, tendo por objetivo a formação da consciência política
discente.
METODOLOGIA
DA PESQUISA:
O artigo será elaborado
por meio de pesquisa de natureza básica com a finalidade de compreender os
procedimentos gerais sobre o ensino da Filosofia na educação nacional. Com
abordagem qualitativa e exploratória, o trabalho pretende alcançar uma
interpretação ampla para o problema, bem como refletir a respeito de propostas didáticas
para a atividade docente da disciplina em questão.
INSTRUMENTO
DE COLETA DE DADOS:
O trabalho se
desenvolverá utilizando a técnica de pesquisa bibliográfica abastecendo-se de
livros e publicações digitais relacionadas ao objetivo a ser investigado.
imagem: dreamstime
domingo, 24 de maio de 2015
Linguagem filosófica: filosofar é libertar seu pensar, comunicar e agir
Mas, para isto, precisamos
aprender uma maneira adequada que permita conquistar esta AUTONOMIA, esta
liberdade de SER conforme as próprias regras, ou com a sua PRÓPRIA RAZÃO.
Não é uma caminhada simples.
Contudo, pode ter o sentido de RENOVAÇÃO da CURIOSIDADE a respeito da
realidade.
Você acha que consegue?
Está pronto para tentar?
Não precisa ter medo, basta
acreditar que você tem o essencial para realizar: o pensamento!
Vamos nessa, então!?
Eis um segredinho: filosofar é um DIZER que requer um modo singular de LER a REALIDADE.
Fazer uma leitura do discurso ao
nosso redor, TEXTUAL ou não textual, que é tudo aquilo que não está expresso em
PALAVRAS, mas manda sua mensagem para nós, como a arquitetura de uma cidade, o
comportamento silencioso das pessoas, uma paisagem...
Decifrar a eloquência do fenômeno
do SER e delimitar aquilo que se diz sobre o que EXISTE.
Veja o que dizem as orientações
curriculares da nossa querida filosofia:
“A pergunta que se coloca é: qual a
contribuição específica da Filosofia em relação ao exercício da cidadania para
essa etapa da formação? A resposta a essa questão destaca o papel peculiar da
filosofia no desenvolvimento da competência geral de fala, leitura e escrita –
competência aqui compreendida de um modo bastante especial e ligada à natureza
argumentativa da Filosofia e à sua tradição histórica. Cabe, então,
especificamente à Filosofia a capacidade de análise, de reconstrução racional e
de crítica, a partir da compreensão de que tomar posições diante de textos propostos
de qualquer tipo (tanto textos filosóficos quanto textos não filosóficos e formações
discursivas não explicitadas em textos) e emitir opiniões acerca deles é
um pressuposto indispensável para o
exercício da cidadania.” MEC, 2008, p. 26
Ou seja, estudante: ao mesmo
tempo em que vamos conhecer a filosofia em sua história, vamos aprender um
pouco o MÉTODO e a TÉCNICA que os filósofos aplicam para filosofar. Assim, você
também vai chegar lá se tiver boa vontade e alegria em DESCOBRIR.
Abaixo estão algumas informações
importantes para você compreender e consultar quando for preciso para resolver
dúvidas sobre o que apresentamos até aqui.
O SENTIDO FORMATIVO
DA FILOSOFIA
Ricardo Nascimento Fabrinni -USP
[...] é preciso ressaltar que cabe ao
professor colocar o aluno em contato com diferentes modalidades discursivas.
“Qualquer que seja o programa escolhido – ética, estética, filosofia política –
não se pode esquecer que a leitura filosófica retém o essencial da atividade
filosófica” (Favaretto, 1995, p.80); ou ainda: “É preciso acentuar que uma
leitura não é filosófica apenas porque os textos são tidos por filosóficos - ou
porque seus autores são considerados autores da história da filosofia, de
Platão a Sartre -, uma vez que se pode ler textos filosóficos sem filosofar e
ler textos considerados artísticos, políticos, jornalísticos filosoficamente”
(Lyotard, 1993, p.117). Em outros termos: o que faz da leitura de um texto uma
atividade filosófica não é a natureza disciplinar do texto lido, mas o modo
como o leitor lê este texto; ou seja, o essencial dessa atividade está no modus operandi do leitor face às
diferentes formas de enunciação. A “leitura filosófica” não se esgota, assim,
na simples aplicação de metodologias de leituras. “Ela é um ‘exercício de
escuta’, num sentido análogo ao da psicanálise, pois se manifesta como uma
“elaboração do texto que desdobra seus pressupostos e subentendidos”
(Favaretto, 1995, p.81).
Outro segredinho: aprender
filosofia aprendendo a filosofar requer três fases indispensáveis a serem
desenvolvidas:
1 – aprender o CONCEITO, ou seja, aquilo que as
palavras significam em filosofia: liberdade, justiça, amor, autonomia, etc. O
que são? Cada conceito é a SÍNTESE, o resumo ou conclusão de um modo de pensar
o PROBLEMA filosófico. O que é tal coisa? A resposta CONCEITUAL oferece uma
explicação coerente, consistente, geral, universal a ponto de ESCLARECER o que
seja a coisa em toda a qualquer ocasião. Exemplo: há vários casos envolvendo a
justiça e eles podem ser diferentes em suas particularidades, mas, a JUSTIÇA
enquanto conceito pretende ser UNIVERSAL E REVELAR O QUE ELA É EM QUALQUER
SITUAÇÃO.
2 – aprender a PROBLEMATIZAR, ou seja, a propor questões,
perguntas que tenham relevância filosófica. Significa olhar para a realidade e
perceber nela LACUNAS que necessitam preenchimentos. Por exemplo: SE TODO O
HOMEM É LIVRE, POR QUE NÃO POSSO FAZER TUDO O QUE DESEJO? Isto vai exigir que
se explique o que é a LIBERDADE enquanto fenômeno real e elaboração conceitual. A resposta
vai levar à terceira etapa.
3 – a terceira etapa é a ARGUMENTAÇÃO. Quer dizer que se vão
criar respostas satisfatórias para defender um PONTO DE VISTA, um modo
filosófico de pensar. Mas, não é qualquer resposta que possa ser invalidada
facilmente. É sim uma RESPOSTA LOGICAMENTE CONSISTENTE, que tenha coerência tão
aprofundada que possa servir de VERDADE PARA SUSTENTAR UM CONCEITO, ter
validade. Exemplo: ao responder o que é a liberdade, se constrói argumentos
apropriados para isto.
Durante o ano, vamos recorrer a
estas etapas sempre que precisarmos para ENTENDER a filosofia que estamos
estudando e o FILOSOFAR que estamos fazendo.
Um abraço e bons estudos!!
imagens: internet/kdfrases
imagens: internet/kdfrases
domingo, 10 de maio de 2015
Deus é o homem?
Deus é a imagem e semelhança do homem.
Ousada esta inversão do que diz a religião?

Pode-se ter nesta síntese simples uma referência ao pensamento do filósofo alemão Ludwig Feuerbach a respeito da religiosidade.
Materialista, Feuerbach defende que as ideias são concepções do homem enquanto ser real e concreto, e não que o homem e a realidade concreta sejam resultado da ação de uma ideia, opondo-se assim ao idealismo de seu mestre Hegel. Deste modo, a religião é uma projeção do próprio homem em representação divina.
Este tema é assunto do livro do meu amigo, o professor de Filosofia Paulo Airton Hartmann.
A obra intitulada Feuerbach e o Ateísmo Antropológico é resultado da dissertação de mestrado do professor Paulo e agora chega ao público interessado em refletir sobre a questão.
O próprio autor resume o trabalho apresentando-o:
"Feuerbach responde à pergunta: de onde e como surge a religião? O homem, dotado de inteligência e consciência, é capaz de pensar-se como indivíduo e como espécie. Como indivíduo, percebe-se limitado. Como espécie, descobre sua essência. Sua essência e todas as suas potencialidades e desejos ele as projeta para fora de si e as chama Deus. Feuerbach, com seu ateísmo, quer restituir ao homem a dignidade perdida e demonstrar que a teologia é, na verdade, uma antropologia. Por fim, faz-se a crítica da crítica de Feuerbach.
O livro destina-se a ateus e crentes que, como verdadeiros filósofos, se dispõem a um questionamento sobre suas crenças."

Então, interessado?
Para adquirir o livro basta acessar o site www.morebooks.de e encomendar.
Sobre o autor, o professor Paulo Airton Hartmann é natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul. É licenciado em Filosofia pela FAFIMC. Possui especialização em Ensino Religioso pelo CESUCA e é mestre em Ética e Filosofia Política pela PUCRS.
Como você entende Deus?
É possível que Deus seja uma projeção das potencialidades humanas, sendo uma representação sem realidade ontológica?
Se for assim, a realidade concreta é uma autocriação da matéria?
Só o que existe de concreto é o existente possível e ao alcance da experiência sensorial?
Ou há uma realidade ideal que foge aos sentidos, mas é percebida pela razão?
Certamente estas e outras questões podem ser pensadas com mais propriedade a partir do que traz o livro do professor Paulo.
imagens: Facebook Paulo Airton Hartmann, theophiliacs
Ousada esta inversão do que diz a religião?

Pode-se ter nesta síntese simples uma referência ao pensamento do filósofo alemão Ludwig Feuerbach a respeito da religiosidade.
Materialista, Feuerbach defende que as ideias são concepções do homem enquanto ser real e concreto, e não que o homem e a realidade concreta sejam resultado da ação de uma ideia, opondo-se assim ao idealismo de seu mestre Hegel. Deste modo, a religião é uma projeção do próprio homem em representação divina.
Este tema é assunto do livro do meu amigo, o professor de Filosofia Paulo Airton Hartmann.
A obra intitulada Feuerbach e o Ateísmo Antropológico é resultado da dissertação de mestrado do professor Paulo e agora chega ao público interessado em refletir sobre a questão.
O próprio autor resume o trabalho apresentando-o:
"Feuerbach responde à pergunta: de onde e como surge a religião? O homem, dotado de inteligência e consciência, é capaz de pensar-se como indivíduo e como espécie. Como indivíduo, percebe-se limitado. Como espécie, descobre sua essência. Sua essência e todas as suas potencialidades e desejos ele as projeta para fora de si e as chama Deus. Feuerbach, com seu ateísmo, quer restituir ao homem a dignidade perdida e demonstrar que a teologia é, na verdade, uma antropologia. Por fim, faz-se a crítica da crítica de Feuerbach. O livro destina-se a ateus e crentes que, como verdadeiros filósofos, se dispõem a um questionamento sobre suas crenças."

Então, interessado?
Para adquirir o livro basta acessar o site www.morebooks.de e encomendar.
Sobre o autor, o professor Paulo Airton Hartmann é natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul. É licenciado em Filosofia pela FAFIMC. Possui especialização em Ensino Religioso pelo CESUCA e é mestre em Ética e Filosofia Política pela PUCRS.
Como você entende Deus?
É possível que Deus seja uma projeção das potencialidades humanas, sendo uma representação sem realidade ontológica?
Se for assim, a realidade concreta é uma autocriação da matéria?
Só o que existe de concreto é o existente possível e ao alcance da experiência sensorial?
Ou há uma realidade ideal que foge aos sentidos, mas é percebida pela razão?
Certamente estas e outras questões podem ser pensadas com mais propriedade a partir do que traz o livro do professor Paulo.
imagens: Facebook Paulo Airton Hartmann, theophiliacs
quarta-feira, 15 de abril de 2015
A força do destino
Você acredita no destino?
A resposta pode ser indiferente.
Pois, se o destino é força determinadora dos fatos ou não,
crer nele não faz diferença. Ele atuará ou não igualmente. Seria preciso,
então, encontrar argumentos consistentes o suficiente para comprovar que os
acontecimentos da vida são presididos pela força do destino.
O fenômeno é uma referência. O real concreto é fato. Aquilo que ocorre no mundo acontece por necessidade. Encontrar conexões que formam o conjunto de circunstâncias causadoras dos efeitos do mundo seria uma ilusão humana que caracterizaria a resistência em aceitar que o fato é único, jamais múltiplo.
O que ocorre descarta todas as outras possibilidades.
E por que as coisas ocorrem?
Seria pela conjunção dos fatores?
Estes fatores seriam voluntários ou determinados?
Esta é a questão.
Aquilo que existe possui realidade maior do que aquilo que é
especulado, imaginado, pensado, o que é abstrato, ideia, representação. Neste
sentido, a força atrativa da realidade para a produção dos fenômenos é a
própria força criadora ativa e concreta. Esta potência é presente.
Só há este
presente concreto transformando-se por suas próprias leis e, deste modo, a
vontade não pode intervir na potência real e possui apenas a ilusão de
controlar os atos quando o ser é sim guiado pela realidade que se impõe como verdade
porque de fato existe. Por exemplo, as escolhas que se faz ao longo da vida são as escolhas possíveis para confirmar o que a realidade quer.
Isto perturba?
Pode ser que sim. Pois, tira do sujeito o liberdade de arbítrio e confirma o trágico
como fim da existência. Por outro lado, configura a humildade do ser diante do
poder real, que em alguns casos é proposto como sendo o próprio poder divino imanente. Esta ideia é parte do núcleo ontológico estoico e está presente em diferentes filosofias, como nas de Nietzsche ou Spinoza.
"O destino guia aquele que consente e arrasta aquele
que recusa" Sêneca
"Que é Deus? Tudo o que vês e tudo o que não vês. Idem
"Lembra-te, pois, que se tomares como livres coisas que
são escravas por natureza, e por tuas as que são alheias, surgirão
continuamente obstáculos após obstáculos e ficarás aflito, perturbado."
Epicteto
"Sabes o que é teu? O uso que fazes da aparência das
coisas." Idem
"[...] existe acaso um só néscio que viva sem sofrer,
sem temer, sem cair, sem alcançar a meta? Nenhum. Não há, portanto, ninguém
livre." Idem
O filósofo francês Clément Rosset trata da questão no livro O real e seu duplo.
Diz, por exemplo, que a narrativa oracular guarda a ilusão de fuga do destino por conhecê-lo. Mas, ao fugir do destino, se faz com que ele se cumpra, como o mito de Édipo.
Não é estranho apesar de lógico?
Então, você aceita a ação do destino enquanto princípio
real, tenha ele o nome que tiver?
imagens: dtcom, portalplanetasedna, fatamorgana, freethoughtalmanac, record
citações: Mondolfo, Rosset
terça-feira, 7 de abril de 2015
Conclusão: Em busca da Felicidade, um voo do pensamento
Ir às alturas requer esforço.


Guilherme Dutra, Nadine Weiler, Tayna De La Vega.
Hamanda Fausto, Célia Pimentel, Vanessa Moraes, Felipe Medeiros, João Paulo Gomes, Robson Cruz
Porque, não tendo asas, voar, para o homem, é pensar.
Pensar imaginando.
Pensar filosofando.
O voo da razão com as asas da filosofia é imagem que simboliza chegar ao limite possível do entendimento.
"Na verdade, tive que voar ao mais alto para tornar a encontrar a fonte da alegria." Nietzsche, Assim falou Zaratustra, Parte II.

Ou como diz Hegel, o pássaro da Minerva, que representa a sabedoria, só alça voo quando cai a escuridão. Quando se chega ao fim da história para compreender o que ela significa.
Nossa história, até aqui, foi buscar um sentido comum para o termo felicidade.
Para isto, tivemos que exercitar as asas do pensamento na reflexão.
Nos tornarmos críticos, analíticos a procura de uma síntese.
Como foi apresentado no post anterior a este, percorremos duas linhas básicas do entendimento daquilo que seja a natureza humana na tentativa de compreender os motores da nossa ação para a geração daquele estado anímico que para nós significa sermos felizes.
A proposta das aulas era percorrer o caminho rumo ao conceito de felicidade explorando as dimensões estéticas e éticas do homem, examinar propostas de alguns filósofos na definição do termo e, ao final, ousar definir a felicidade a partir do próprio jeito de entendê-la, com as próprias palavras, mesmo pegando emprestadas ideais já filosofadas.
A rota do nosso voo foi sinalizada para evitar que alguém se perdesse na imensidão dos raciocínios, sem conseguir planar seguro.
Estabelecemos como sinais que:
- A felicidade deve ser um estado contínuo de um tipo excelente de prazer conforme a natureza humana.
- Que o prazer dá sentido às ações.
- Que o homem é composto de corpo e mente racional e emotiva e que isto reflete a estética e a ética.
- Que a ética dá significado à estética, pois o intelecto explica os impulsos do corpo e propõe os limites do certo e do errado nas ações.
- Que a felicidade é o prazer obtido com ações que conservam e melhoram a vida física e que garantem a integridade moral, sem comprometer este mesmo exercício por parte das outras pessoas.
Ao voo, ao trabalho
Aceito o desafio de se aventurar nas alturas filosóficas, os alunos da turma 306 da Escola de Ensino Médio Santa Rita de Cássia sempre se mostraram corajosos. Afinal, eles tiveram que trabalhar elementos novos e aprimorar juízos a respeito do assunto e sobre as próprias crenças para conseguir se desprender da terra, dos significados já construídos ao longo de suas experiências, e tentar este pequeno, mas relevante voo na filosofia.
Distribuídos em grupos, os estudantes debateram o tema.
Argumentaram.
Problematizaram.
Encontraram dificuldades com a abstração, este ar rarefeito do pensamento conceitual.
Enfrentaram as barreiras da opinião uns dos outros.
Sem maiores vertigens, seguiram determinados e, com alguma ajuda, conseguiram o equilíbrio para se manterem no eixo até desfrutarem das correntes de vento dos próprios pensamentos.
E o que eles disseram?

"Felicidade é algo obtido por nossas ações onde conseguimos pensar e saber agir de uma forma onde conseguimos estar bem com nós mesmos"
Guilherme Dutra, Nadine Weiler, Tayna De La Vega.
"Felicidade é realizar os sonhos, cumprir metas, alcançar os objetivos, mesmo que seja nas coisas simples da vida, mas, acima de tudo, conquistar isto sem atrapalhar a conquista do próximo."
Hamanda Fausto, Célia Pimentel, Vanessa Moraes, Felipe Medeiros, João Paulo Gomes, Robson Cruz
"Felicidade é algo com definições múltiplas, não prevista, mas com manual de moral a seguir fazendo com que a felicidade seja algo contínuo, diferente do prazer."
Norton Martins, Alessandro do Amaral, Dieyson dos Santos, Vinicius Oliveira, Marciele Vargas Bragança, Gabriel Vargas Bragança
Estar bem com a própria consciência no atendimento das ambições.
"O essencial para nossa felicidade é a nossa condição íntima, de que somos donos." Epicuro
Satisfazer as necessidades de prazer do corpo e do intelecto buscando acrescentar nesta mistura o bem correspondente à natureza humana.
E qual esta natureza?
Eis o debate de fundo quando se discute a felicidade.
Esta concepção vai nortear a busca pela felicidade. Culturas mais estéticas, materialistas, hedonistas, individualistas, narcisistas, egoístas ou então idealistas, racionalistas, espiritualistas, etc., vão propor modos correspondentes aos próprios valores, estes relacionados à causa e à finalidade da existência humana, para se viver uma vida feliz.
A felicidade do monge se distingue, em princípio, da felicidade do executivo.
Imerso na cultura, o sujeito precisa responder a si: quem sou?
Ao se reconhecer, necessita ainda de algo: de autonomia para buscar sua felicidade.
E isto se consegue com liberdade.
Liberdade que se mantém como relação em comunidade. Para tê-la, é preciso dá-la. Na reciprocidade do cuidado para com a liberdade, cada um pode ser e fazer aquilo que felicita, no limite do convívio respeitoso e construtivo.
Promessa é dívida
No início do módulo, o trato era que quando chegássemos ao encerramento da unidade, avaliaríamos as conceitualizações da turma e lançaríamos também uma minha, que se tornaria nossa, própria. Ela ficou assim:
"Felicidade é a sensação produzida pela relação positiva e contínua com as coisas materiais e imateriais que dão a mim a alegria e a certeza de eu ser quem sou."
Satisfeito?
imagens: Charles Dalberto, danbrazil, wikipedia
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